Breast is Best – Parte III

Quem me deu o leite é quem vai tirar.

Hoje é o primeiro dia da semana mundial da amamentação, portanto, vou me obrigar a escrever a terceira – e última – parte da sequencia sobre amamentação que tanto procrastinei.

Minha cria já está com sete meses (olha só!) e aí é claro que já começaram a me perguntar “mas ela ainda mama no peito?” “quando você vai parar de amamentar?” e imaginem o choque quando eu respondo: Quando ela quiser parar de mamar.

Acho muito estranho esse conceito de “parar de amamentar”, como assim? Um belo dia você vai simplesmente negar o peito para a sua criança? Sem motivo algum? Claro, é muito diferente quando não se tem leite, quando vai passar um tempo fora, quando não pode em tal horário. Tudo isso é muito normal e acho até que, dependendo da idade, a criança compreende. Não se pode ter tudo. Agora, você está ali, com o peito cheio, o filho pedindo e você simplesmente resolve não dar? Como assim? Por que?

Porque já está muito grande, porque já passou da hora, porque criança grande mamando é feio, porque nessa idade o leite é só uma aguinha com açúcar (oi q?), são muitos os motivos que nos dão para negarmos o peito a nossa cria, soa até algo de extrema necessidade. Mas não é. Muito pelo contrário. Até um ano de idade o leite é o que mais sustenta a criança, o resto dos alimentos é complementar (área na qual minha Rita está indo muito bem, por sinal, come feijão, beterraba, mandioquinha, banana, maçã… mas isso é assunto para outro texto).

Particularmente, entendo que o leite do meu peito não é meu. Eu não o tinha. Minha filha, ao nascer, foi quem trouxe ele. Ela emprestou para o meu corpo o alimento que é, por direito, dela. Então que razão eu tenho de em dado momento simplesmente resolver que vou pegar para mim? Que não vou mais devolver? Quem trouxe o mamá foi ela e só ela pode mandá-lo embora.

E é claro que a nossa vida não se resume a dar peito. A gente tem que sair, tem que viajar, trabalhar, enfim, muitos motivos nos levam a não poder estar ali disponível para quando eles querem. Mas aí com um pouquinho de conversa e muito carinho nós e nossa cria conseguimos passar por esses momentos sem grandes traumas. Agora, enquanto estivermos pertinho, mãozinha e mamá, eu deixarei os dois se encontrarem.

As histórias que ouço de mães que foram pelo caminho do desmame natural sempre me emocionam. Desde as que, com onze meses, de repente resolveram que queriam ficar só abraçadas com o peito, mas não mamar. Até as que, com quase três anos, falaram “Tá difícil de sair né mamãe? Acho que não quero mais não, pode guardar”.

Quando eu tiver minha própria história, de quando minha filha resolveu mandar seu leite embora, venho contar para vocês :)

Primeira vez que Ritinha pegou o peito.

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